terça-feira, 18 de junho de 2013

CERTIFICAÇÃO - ELEIÇÃO DE DIRETORES MINAS GERAIS

GABARITO DA PROVA DE CERTIFICAÇÃO DE DIRETORES DE ESCOLA DE MINAS GERAIS

Para ver o gabarito oficial: clique aqui

Para ver a prova completa: clique aqui

Para entrar com recurso contra a questão, clique aqui.



GABARITO DA PROVA DE CERTIFICAÇÃO DE DIRETORES DE ESCOLA DE MINAS GERAIS
QUESTÃO
GABARITO
QUESTÃO
GABARITO
QUESTÃO
GABARITO
QUESTÃO
GABARITO
1
A
16
D
31
D
46
A
2
D
17
C
32
A
47
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3
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18
A
33
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48
B
4
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19
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34
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6
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21
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36
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51
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7
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10
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26
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41
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28
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29
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44
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59
B
15
A
30
C
45
B
60
B


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Quando a história acontece...

Quando a história acontece...

O aparelho disciplinar perfeito capacitaria em um único olhar tudo ver permanentemente. Um ponto central seria ao mesmo tempo fonte de luz que iluminasse todas as coisas, e lugar de convergência para tudo o que deve ser sabido: olho perfeito a que nada escapa e centro em direção ao qual todos os olhares convergem.   (FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão; tradução de Raquel Ramalhete. Petrópolis, Vozes, 1987 p.198).

A história acontecendo diante dos nossos olhos. Admirável.
O aparelho repressor não conseguiu acompanhar as cenas e atos dos atores desse momento. Maravilhoso. A tecnologia deu um nó no poder repressor do estado, em todas as esferas.
No Brasil é a primeira vez que as redes sociais são utilizadas como instrumento de manifestação, de protesto e de reivindicações.
Tudo lindo. Não fosse o viés histórico-político do qual observe serenamente.
Mérito: organizar e manifestar, coisa que muitos sindicatos e partidos anseiam há tempos e que, inadvertidamente, não conseguem.
O que eu vejo? Vejo não como vidente, os caminhos e descaminhos daquilo que acontece e, sinceramente, quero estar errado.
Os partidos já penetraram no movimento, ponto negativo. Tentam nessa oportunidade desqualificar os outros partidos. Ponto negativo.
Mas o que mais me impressiona é a avidez das elites. Faz-me recordar as Grandes Revoluções: Inglesa, Francesa, Americana, Russa, Cubana... O povo estava lá, como diríamos na pós-modernidade, “o povo deu o nome”. Participou, cobrou, exerceu o sagrado direito de ir as ruas, e se fazer ouvir. É aqui que penso na fisiologia da coisa: o fôlego. Até onde vai? Que grupo vai tirar melhor proveito político de todos esse processo.
É isso que os olhos deste professor, interiorano, querem ver: o desfecho.
A quem servirá tal ato? A que grupos ele se fidelizará? Ou não?
Quem serão os líderes, porque a eles serão imputadas as responsabilidades de tais atos e fatos que se arvoraram em construir.
Robespierre, ah Robespierre. Da esquerda, do povo e qual o desfecho da Revolução?
Na Rússia Lênin se foi e Stálin, que caminhos escolheu para si e para a Revolução?

Enfim queridos, a história está diante dos nossos olhos e da mesma forma não estávamos preparados para enxergar ou prever o que acontecerá, mas é certo, que alguns como eu querem ver o desfecho, querem escrever sobre o que está havendo: a história vai se repetir, ou os novos atores conseguiram mudar os rumos da história. Viveremos e veremos!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Novas nomeações foram publicadas nesta quinta-feira (13/06/2013)

Novas nomeações foram publicadas nesta quinta-feira (13/06/2013)

Foram publicadas nesta quinta-feira (13-06) novas nomeações de professores aprovados no último concurso público da Secretaria de Estado de Educação (SEE). No Diário Oficial dos Poderes do Estado saíram os atos de nomeação de 1.628 servidores aprovados para cargos de professores. Com essas nomeações, a Secretaria ultrapassou a marca de oito mil professores nomeados em todo o Estado, já são 8.162. No total, já foram nomeados 12.584 servidores aprovados no concurso, sendo os mais de oito mil professores e 4.422 servidores da área administrativa.
Este é o quarto lote de nomeações de professores da educação básica. Foram nomeados docentes para as disciplinas Educação Física (134), Filosofia (161), Geografia (175), História (220), Matemática (79), Química (30), Sociologia (94) e professores dos Anos Iniciais (729).
O restante das nomeações continuará sendo publicado em grupos, de modo a facilitar a realização dos exames admissionais dos novos servidores.
Exame admissional
Uma vez publicada a nomeação, o aprovado deve submeter-se a exame médico pré-admissional, a ser realizado pela Superintendência Central de Perícia Médica e Saúde Ocupacional (SCPMSO), da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag). As perícias são realizadas em unidade central ou unidades regionais da Superintendência e o cronograma de convocação dos candidatos é divulgado no ambiente do site da Seplag dedicado a informações sobre o concurso público. É de responsabilidade do candidato acompanhar o cronograma de realização dos exames no site da Seplag.
No dia da perícia, o candidato deve apresentar uma série de documentos, além dos resultados de exames laboratoriais exigidos em edital. A lista dos exames exigidos, assim como todas as informações necessárias sobre a perícia médica podem ser encontradas na nota de esclarecimento nº 06, disponível no site da Seplag. Recomenda-se que o candidato leia atentamente esse documento assim que sua nomeação for publicada.
A listagem com data e horário de perícia dos candidatos nomeados deve ser divulgada na próxima terça-feira (18-06) e a previsão para início dos exames admissionais é dia 24-06. Os candidatos nomeados devem providenciar todos os exames exigidos no item 1.3 danota de esclarecimento nº 6. Para outras informações os candidatos podem entrar em contato com a SCPMSO pelo telefone (31) 3239-6310 ou pelo e-mailscpmso.informa@planejamento.mg.gov.br

Para ver os nomeados de Uberlândia, clique no link abaixo:
http://media.wix.com/ugd//7c87d1_9cecb59562d8dc9f1162b62a7f8adda0.pdf

domingo, 19 de maio de 2013

Pitacos de um Professor que lê!


Eleições Presidenciais:
Pitacos de um Professor que lê!

Absurdo é ver e ouvir Aécio Neves dizer que o seu partido é o partido das privatizações. Escondido atrás de FHC e de Alkmin e escondendo Azeredo a todo custo, Aécio assume qual é seu papel na disputa pela presidência do Brasil e pelo comando do estado: o neoliberalismo.
Neoliberalismo é uma expressão que nos anos 1990 e no início dos anos 2000 era a coqueluche dos países ricos e do FMI. Era, para eles, a única saída para os países pobres e em desenvolvimento. FHC, Azeredo toda a tropa do PFL, hoje, DEM, além dos ex-ditos socialistas do PPS, isso mesmo, saídos do histórico PCB, defendiam as aplicações econômicas da Escola de Chigago e do Consenso de Washington, com as ideias dos economistas Milton Friedman e Friedrich von Rayek.
No seu livro “Estrada Para a Servidão”, publicado no final da Segunda Guerra Mundial, momento de expansão do Keynesianismo nos EUA (Welfare State , o estado de Bem Estar Social) e de fortalecimento da extinta União Soviética, Rayek diz que as intromissões do estado na economia constitui o maior dos tipos de totalitarismo, minorizando até mesmo o nazi-fascismo.
Desta forma, vida coletiva ou qualquer tipo de planejamento estatal deveria ser substituído pelo individualismo. Tudo isso sob a argumentação de que quanto menor a participação do Estado na economia, maior é o poder dos indivíduos e mais rapidamente a sociedade pode se desenvolver e progredir, buscando um Bem-Estar Social. Esse tipo de pensamento pode ser representado pela privatização e pelo livre comércio. No Neoliberalismo é o mercado que dita as regras e conduz a produção.
Para refrescar a memória de alguns e falar aos jovens, lembro as premissas desse grupo, que contava com apoio, inconteste, dos ex-presidentes dos EUA, Ronald Reagan,  George W Bush, Bill Clinton (grande defensor da ALCA) e de George W. Bush (filho), além de Margareth Thatcher, primeira ministra do Reino Unido por mais de 12 anos e seu arcabouço geral se resumia em afirmar e defender que o estado deveria ser desmontado e gradativamente desativado, com a diminuição dos tributos e a privatização das empresas estatais, enquanto os sindicatos seriam esvaziados por uma retomada da política de desemprego, contraposta à política keynesiana do pleno emprego. Enfraquecendo a classe trabalhadora e diminuindo ou neutralizando a força dos sindicatos, haveria novas perspectivas de investimento, atraindo novamente os capitalistas de volta ao mercado.
Para os liberais e neoliberais, o socialismo também constituía, ou constitui, um ‘demônio’ a ser banido. Para eles é  um sistema político completamente avesso aos princípios da inciativa privada e da propriedade privada. É essencialmente demagógico na medida em que tenta implantar um igualdade social entre homens de natureza desigual. É fundamentalmente injusto porque premia o capaz e o incapaz, o útil e o inútil, o trabalhador e o preguiçoso. Reduz a sociedade ao nível de pobreza e graças a igualdade e a política de salários equivalentes, termina estimulando a inércia provocando a baixa produção. Ao excluir os ricos da sociedade, perde sua elite dinâmica e seu setor mais imaginativo, passando a ser conduzido por uma burocracia fiscalizadora e parasitária.
Para finalizar, lembro que Aécio e FHC simbolizam, na contramão dos países latino-americanos, os defensores do darwismo social, no sentido de que para eles a sociedade é o cenário da competição, da concorrência. Ora, se aceitamos a existência de vencedores, devemos também concluir que deve haver perdedores. A sociedade teatraliza em todas as instâncias a luta pela sobrevivência. Inspirados no darwinismo, que afirma a vontade do mais apto, concluem que somente os fortes sobrevivem cabendo aos fracos conformar-se com a exclusão natural. E sendo assim, qualquer política assistencialista mais intensa joga os pobres nos braços da preguiça e da inércia. Deve-se abolir o salário mínimo e os custos sociais, porque falsificam o valor da mão-de-obra encarecendo-a, pressionando os preços para o alto, gerando inflação.
Isso é Aécio Neves. O retrocesso a um sistema econômico que nem os países ricos em crise aceitam implantar.
Aécio não tem projeto de governo e nem de oposição, tem sim um apoio midiático de parte da imprensa golpista brasileira que ressente da democratização das informações e dos recursos para as informações, que nos anos FHC estavam restritos aos grandes jornais, revistas e grupos de rádio e TV do Brasil.
Aécio é a marca do retrocesso e FHC o retrocesso vivo. Com certeza, o Brasil não merece isso.


Observação:
Acho que todos merecem e devem ler os clássicos.
Leiam Hayek:

quinta-feira, 9 de maio de 2013

SAÚDE DO SERVIDOR: UM ERRO CHAMADO APPMG


SAÚDE DO SERVIDOR: UM ERRO CHAMADO APPMG

No dia 6 de maio de 2013 as escolas da rede estadual de Minas Gerais receberam um e-mail da APPMG com o seguinte título: IPSEMG CORRE RISCO...
Ao ler o e-mail fiquei perplexo com o teor, vou reproduzir uma parte:
“O velho e bom IPSEMG que a 100 (cem) anos presta assistência à saúde dos servidores públicos do Estado de Minas Gerais, corre risco de falir! Isto porque uma ala sindical dos servidores públicos ligada aos Professores e a Saúde, está patrocinando ações de restituições de 3,2% contra o IPSEMG”.(APPMG/2013)

Não sei se vocês conseguiram entender que a crítica é direta ao Sind-UTE/MG e ao Sind-Saúde, sindicatos ligados a CUT, Central Única dos Trabalhadores, que, historicamente estão na vanguarda quando se trata na defesa do funcionalismo e dos seus direitos.
Para que todos entendam, vou esclarecer:
Desde o mês de julho de 2002, os servidores efetivos e designados, ativos e inativos do Estado, Autarquias e Fundações passaram a contribuir obrigatoriamente para a assistência médica do IPSEMG com uma contribuição de 3,2% sobre o salário que vinha assim destacada no contracheque: IPSEMG ASSIST. MÉDICA ART. N 85 LC 64/02.
Tal contribuição previdenciária, desde a edição da Lei Complementar 64/02, foi cobrada de maneira impositiva de TODOS OS SERVIDORES DO ESTADO, AUTARQUIAS E FUNDAÇÕES sem qualquer tipo de consulta prévia à categoria.
Face ao caráter compulsório da contribuição, o Supremo Tribunal Federal, através do julgamento da ADI 3106 acabou por declarar inconstitucional tal contribuição.
Com a declaração de inconstitucionalidade, a partir de junho de 2010 o IPSEMG/ESTADO passou a disponibilizar termo de Solicitação de Exclusão do Desconto da Contribuição de Assistência à Saúde.
Caso queira isentar-se da contribuição em questão, basta o servidor assinar o termo, apresentar junto ao Departamento de Pessoal de sua secretaria de lotação que a contribuição não será mais taxada.
Quem quiser continuar contribuindo com o IPSEMG para fins de Assistência Médica não terá que fazer nada, posto que somente aqueles que não desejam mais contribuir é que deverão solicitar a exclusão.
Importante destacar que o ajuizamento da ação NÃO IMPLICA EM SUSPENSÃO DA ASSISTÊNCIA MÉDICA, POSTO QUE O PEDIDO DA AÇÃO É TÃO SOMENTE A RESTITUIÇÃO DA COBRANÇA QUE FOI IMPOSTA DE MANEIRA OBRIGATÓRIA.
Com isto, diante da contribuição obrigatória por anos a fio sem a devida permissão do servidor, é viável a propositura de ação judicial para restituição do que foi cobrado nos últimos cinco anos, AINDA QUE O SERVIDOR TENHA SE UTILIZADO DOS SERVIÇOS MÉDICOS.
Responsável por cerca de 7,5 mil ações pedindo o ressarcimento a funcionários públicos – das quais cerca de 3 mil estão em tramitação no STJ –, o advogado Guilherme José de Oliveira Reis ressalta que o fato de as decisões serem sempre favoráveis ao servidor pode desmotivar o Estado a recorrer contra decisões desfavoráveis proferidas pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). “Em 70% a 80% dos casos o Ipsemg ainda tem recorrido. Mas hoje eles estão evitando mais”, afirmou o advogado. Segundo ele, os próprios desembargadores do TJMG, que antes negavam o ressarcimento, têm dado decisões nesse sentido.
Segundo a APPMG as ações dos servidores vão quebrar o Ipsemg.
O que a APPMG não conta, para ficar bem com o governo é que o Estado é quem deve o IPSEMG. Segundo o presidente da Associação dos Contribuintes do Ipsemg, Moisés de Oliveira Melo, já há na Justiça uma ação da entidade exigindo que o Estado faça uma apresentação da dívida, que segundo ele supera R$ 1 bilhão e 800 milhões. O dirigente anunciou que esse dado, bem como todos os levantamentos a respeito, constam de Relatório da Auditoria-Geral do Estado anexado à ação movida na Justiça e entregue em 2010ª Assembleia Legislativa de Minas. "O Estado tem que assumir essa dívida, e não tirar recurso da saúde para pagar precatórios", criticou Moisés de Oliveira, que fez um histórico da situação do IPSEMG desde 1988 aos dias atuais. "As cidades polos até podem ter atendimento, mas essa não é a realidade da saúde no conjunto do interior do Estado", denunciou ele ao site JusBrasil.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

SRE - UBERLÂNDIA DIVULGA CRONOGRAMA DE ESCOLHA DE VAGAS PARA CONTEÚDOS DE ARTE, FILOSOFIA E GEOGRAFIA

SRE - UBERLÂNDIA DIVULGA CRONOGRAMA DE ESCOLHA DE VAGAS PARA CONTEÚDOS DE ARTE, FILOSOFIA E GEOGRAFIA

Serão nomeados entre o dia 17 e 21 de maio/2013, professores para as áreas de Arte, de Filosofia e de Geografia da Superintendência Regional de Ensino de Uberlândia. As nomeações foram publicadas no Minas Gerais de 25/04/2013 e ocorrerão conforme cronograma abaixo.
No ato do Processo de Escolha de Vagas, o candidato deverá apresentar toda a documentação constante no Edital SEPLAG/SEE Nº 01/2011, originais e cópias para conferência.


quarta-feira, 1 de maio de 2013

GOVERNO ENVIA PROJETO QUE ALTERA O ESTATUTO DO SERVIDOR PÚBLICO DE MINAS GERAIS A TÍTULO DE ‘MODERNIZAÇÃO’


ESTATUTO DO SERVIDOR PÚBLICO DE MINAS GERAIS
GOVERNO ENVIA PROJETO QUE ALTERA O ESTATUTO DO SERVIDOR PÚBLICO DE MINAS GERAIS A TÍTULO DE ‘MODERNIZAÇÃO’

O Estatuto do servidor público de Minas Gerais é datado de 1952 (Lei nº 869/1952). O Governo de Minas Gerais enviou a Assembleia Legislativa do Estado um projeto de lei de ‘atualização’ do Estatuto do Servidor e consultas públicas sobre o mesmo. A tramitação já teve início na Assembleia Legislativa e em 222 artigos, a minuta de proposta traz regras relacionadas a contratação do servidor, nomeação, exoneração, férias e promoções, gratificações e outros adicionais.

Faço o alerta que o Governo do Estado encaminhou o projeto sem uma ampla discussão com os sindicatos que representam os servidores do Estado, mas aponto que neste momento, devemos nos apropriar do debate e abrir caminhos para conhecer as mudanças propostas pelo governo do estado e não termos prejuízos futuros.

Para não dizer que não foram feitas reuniões sobre o estatuto, elas ocorreram, chamadas pela Seplag, contudo, os sindicatos presentes afirmam que elas não passaram de meras apresentações das mudanças propostas pelo governo de Minas e que não houve um momento para a indicação de propostas.

Este é o momento de conhecermos o plano e de refutarmos mais perdas de direitos como servidores.

Na minha humilde leitura, acho que temos um debate afrontoso pela frente, ainda mais que a evolução do servidor na Carreira dependerá de Certificações e das Avaliações de Desempenho.

Para ler proposta do novo Estatuto do Servidor acessem:



terça-feira, 30 de abril de 2013

Educação Física nos Anos Iniciais: Impasse marca audiência sobre aulas de educação física. Professores pedem revogação de artigo e SEE defende proposição, em reunião conjunta de comissões da ALMG.


Educação Física nos Anos Iniciais

Impasse marca audiência sobre aulas de educação física

Professores pedem revogação de artigo e SEE defende proposição, em reunião conjunta de comissões da ALMG.


De um lado, professores de educação física da rede estadual e seus representantes defendendo direitos da categoria. Do outro, o governo sustentando a legalidade do artigo 4º da Resolução 2253/13, da Secretaria de Estado de Educação (SEE). Para tentar resolver o impasse, a Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) debateu a questão, nesta terça-feira (30/4/13), em audiência pública conjunta com a Comissão de Esporte, Lazer e Juventude. O artigo estabelece que, nos anos iniciais do ensino fundamental, as aulas de educação física sejam ministradas pelo regente da turma em vez de profissionais da área, exceto quando já exista professor efetivo ou efetivado pela Lei Complementar 100, de 2007.
A audiência, conduzida pelo deputado Duarte Bechir (PSD), foi requerida pelos deputados Ulysses Gomes (PT), Rogério Correia (PT) e Tadeu Martins Leite (PMDB), e contou com a presença de aproximadamente 100 participantes, a maioria professores de diversas cidades do Estado, como Betim, Juiz de Fora, Contagem, Manhuaçu, Montes Claros, Bocaúva, Coronel Fabriciano, Campo Belo e Ipatinga. Muitos deles tiveram a oportunidade de também defender suas posições.
A coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUte-MG), Beatriz da Silva Cerqueira, pediu a revogação do artigo 4º. “Queremos que seja declarada a nulidade do artigo para que o ato possa retroagir”, disse. Beatriz. Ela destacou que o SindUte-MG tentou “inúmeras vezes dialogar com a secretaria e não conseguiu”, denunciando que professores de educação física efetivos estão sendo obrigados a trabalhar outros conteúdos sem habilitação. “O governo retira profissionais de educação física e ensino religioso e impõe ao regente uma jornada de 20 horas em sala de aula. Quem tem dois cargos faz 60 horas. A SEE não entendeu isso. Nós profissionais estamos pagando a conta”, ponderou.
A subsecretária de Educação Básica da Secretaria de Estado de Educação, Raquel Elizabeth de Souza Santos, disse que há dois focos de discussão, a organização do sistema e a valorização do professor de educação física. “Não é intenção acabar com a prática de educação física nas escolas estaduais porque é conteúdo integrante da formação básica e da base nacional comum da educação básica. A Secretaria de Educação tem autonomia e competência para legislar na organização do sistema”, afirmou Raquel. “Nos anos iniciais do ensino básico funciona a regência de turma, quando a organização não é por aula, é multidisciplinar. Os profissionais qualificados são para os anos seguintes, a partir do sexto ano, quando se começa a trabalhar por disciplina. Estamos dentro da legalidade”, observou.
Sobre a denúncia do SindUte-MG, Raquel comentou que a SEE está monitorando para que nenhum profissional habilitado lecione outra disciplina. São 3.686 escolas em Minas e não temos condição de monitorar todas. Precisamos da informação de vocês para resolver esse problema”, afirmou.
Histórico - O deputado Ulysses Gomes (PT) fez um histórico da situação dos professores de educação física do ensino básico. Gomes lembrou que em 1999 surgiu o primeiro projeto de lei, apresentado pelo deputado Antônio Carlos Andrada (PSDB), que não foi colocado em votação e acabou sendo arquivado. Para o deputado, a medida do governo é um retrocesso. Outros parlamentares fizeram críticas na mesma direção.
“Acho que esse projeto é um tiro no pé, pois nos próximos anos o país respirará esporte, em eventos como a Copa e a Olimpíada. É um momento de valorizar o profissional de educação física”, avaliou Marques Abreu (PTB).
Na avaliação de Rogério Correia (PT), o que está acontecendo é um choque de gestão, que representa um corte na educação, como em outras áreas. “Minas está muito atrás, embora a propaganda de TV mostre outra coisa”, apontou. Já para Maria Tereza Lara (PT), além da educação física, a questão do ensino religioso é a defesa de uma experiência de espiritualidade. “Precisamos somar esforços para que 100% dos royalties futuros do petróleo sejam destinados para à educação”, completou.
De acordo com Tadeu Martins Leite (PMDB), este é um problema que toca em três esferas: o aluno, que merece uma educação física de qualidade com pessoas competentes, o que está faltando; o profissional de educação física, com a dificuldade para conseguir vaga, o que a resolução só agrava ; e o professor regente, obrigado a “olhar alunos a jogar queimada ou jogar futebol”.
Impacto - O deputado Bosco (PTdoB) sugeriu uma solicitação à SEE para saber qual o impacto para o Estado caso as escolas sejam dotadas de professores de educação física qualificados nos anos iniciais. “Feito isso, vamos fazer trabalho de convencimento do governador para dotar as escolas com os profissionais da prática da educação física e do ensino religioso”, disse.