segunda-feira, 13 de abril de 2026

Programa Evolução Jovem abre oportunidade de trabalho com carteira assinada para estudantes da rede estadual

Programa Evolução Jovem abre oportunidade de trabalho com carteira assinada para estudantes da rede estadual

Iniciativa do Governo de Minas oferece salário, qualificação profissional e acompanhamento psicossocial

Uma excelente oportunidade está aberta para os estudantes da rede pública estadual de Minas Gerais.

O Programa Evolução Jovem, lançado pelo Governo de Minas, oferece aos jovens a chance de ingressar no mercado de trabalho com carteira assinada, salário mensal, qualificação profissional e acompanhamento psicossocial, sem deixar os estudos de lado.

A proposta é unir educação, geração de renda e preparação para o futuro, fortalecendo a permanência dos estudantes na escola e ampliando suas perspectivas profissionais.

O que o estudante recebe?

Os jovens selecionados terão direito a:

  • 📘 trabalho com carteira assinada
  • 💰 remuneração mensal de R$ 761,55
  • 🕒 jornada de 20 horas semanais
  • 🎓 qualificação profissional
  • 🧠 acompanhamento psicossocial
  • 🚌 vale-transporte
  • 🎄 13º salário
  • 🌴 férias remuneradas

Além do trabalho formal, o programa oferece mentoria, reforço escolar em português e matemática e apoio socioassistencial, o que torna a iniciativa ainda mais importante para a formação integral do estudante.

Quem pode participar?

Podem se inscrever jovens com idade entre 16 e 24 anos, desde que estejam regularmente matriculados na rede pública estadual, preferencialmente na EJA ou no Ensino Médio.

O programa dará prioridade para:

  • estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA)
  • pessoas com deficiência (PcD)
  • jovens em situação de vulnerabilidade social
  • estudantes identificados pelo CadÚnico

Para candidatos PcD, o limite máximo de idade não se aplica.

Onde o programa será ofertado?

A meta inicial é contemplar 10 mil jovens em 70 municípios mineiros.

Na primeira fase, o programa começa em cidades estratégicas, entre elas:

  • Uberlândia
  • Uberaba
  • Belo Horizonte
  • Betim
  • Contagem
  • Juiz de Fora
  • Ubá
  • Ribeirão das Neves

Essa informação é especialmente relevante para diretores escolares, que podem mobilizar os estudantes elegíveis em suas unidades.

Orientação aos diretores e equipes escolares

Para as escolas, esta é uma oportunidade importante de orientação estudantil e fortalecimento da permanência escolar.

Diretores, especialistas e supervisores podem apoiar os estudantes por meio de:

  • divulgação do programa
  • auxílio no processo de inscrição
  • conferência de matrícula regular
  • incentivo à participação dos alunos da EJA e do Ensino Médio

O programa pode contribuir diretamente para a redução da evasão escolar e para o fortalecimento do projeto de vida dos jovens.

Como se inscrever

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo formulário eletrônico:

🔗 Inscrição:
https://inscricao.evolucaojovem.org.br/apply/69d38cc821070bd8f2dead0d/form

📄 Edital completo:
https://evolucaojovem.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Programa-Evolucao-Jovem-Criterios-de-Selecao-e-Priorizacao-dos-Estudantes-2026.pdf

🌐 Site oficial:
https://evolucaojovem.org.br

Uma oportunidade que pode mudar vidas

O Programa Evolução Jovem representa muito mais que uma vaga de trabalho.

É uma política pública que une: educação + renda + formação + acolhimento

Para muitos estudantes, pode ser a primeira experiência profissional e um passo decisivo na construção do futuro.

Valorização dos profissionais da educação: sem educador valorizado, não há futuro para o Brasil

 Valorização dos profissionais da educação: sem educador valorizado, não há futuro para o Brasil

27ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública reacende debate sobre carreira, piso e condições de trabalho

Entre os dias 13 e 17 de abril de 2026, o Brasil vive a 27ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, um momento de reflexão, mobilização e luta em defesa da escola pública, gratuita, democrática e de qualidade.

No centro do debate deste ano está um tema que mobiliza toda a comunidade escolar: a valorização dos profissionais da educação.

Mais do que uma pauta corporativa, trata-se de uma discussão sobre o presente e o futuro do país. Porque onde o professor é desvalorizado, a educação adoece. E quando a educação adoece, a sociedade inteira paga a conta.

Quem são os profissionais da educação?

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei nº 9.394/1996) reconhece como profissionais da educação não apenas os docentes, mas todos aqueles que atuam diretamente na construção do processo educativo.

Isso inclui:

  • professores da educação básica
  • supervisores e orientadores educacionais
  • inspetores escolares
  • gestores
  • especialistas em educação
  • funcionários administrativos
  • técnicos e trabalhadores pedagógicos

Ou seja, a escola pública se sustenta pelo trabalho coletivo de muitos profissionais. Cada servidor tem papel essencial na garantia do direito à educação.

A luta vai além do salário

Quando falamos em valorização, não estamos falando apenas de remuneração — embora o piso salarial nacional continue sendo uma das principais bandeiras.

Valorização significa também:

  • carreira digna
  • concurso público
  • fim da precarização
  • redução dos contratos temporários
  • formação continuada
  • saúde física e mental
  • segurança nas escolas
  • aposentadoria justa
  • respeito à autonomia pedagógica

Hoje, milhares de profissionais convivem com jornadas exaustivas, sobrecarga emocional, violência escolar e insegurança funcional. E isso impacta diretamente a aprendizagem dos estudantes.

Não existe educação de qualidade sem professor valorizado

A verdade precisa ser dita com clareza: não existe escola forte sem educador valorizado.

Não se constrói uma sociedade democrática, soberana e livre de violências sem investimento em quem está na linha de frente da formação humana.

A valorização do professor, do especialista e do servidor administrativo é uma política pública estratégica.

É investimento social.

É defesa da democracia.

É combate às desigualdades.

Uma pauta que mobiliza o Brasil

A CNTE tem reforçado no Congresso Nacional a defesa de pautas fundamentais para a categoria, entre elas:

  • atualização do piso salarial
  • fortalecimento dos planos de carreira
  • defesa dos concursos públicos
  • combate à terceirização
  • valorização dos funcionários administrativos da educação

O momento exige unidade, mobilização e voz ativa dos trabalhadores da educação.

Valorizar a educação é valorizar vidas

Quando um profissional da educação é respeitado, toda a comunidade escolar cresce.

O estudante aprende mais.

A escola se fortalece.

A família se aproxima.

A sociedade avança.

Por isso, esta semana nacional é também um chamado à consciência coletiva: educação pública forte depende de profissionais valorizados.

Fonte

CNTE – 27ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública
Tema: Valorização dos profissionais da educação
16 de abril de 2026

domingo, 12 de abril de 2026

A JUVENTUDE NÃO QUER APENAS TRABALHAR: QUER VIVER

A JUVENTUDE NÃO QUER APENAS TRABALHAR: QUER VIVER

Por que o debate sobre o fim da escala 6x1 precisa chegar aos jovens, às escolas e às famílias

A juventude brasileira está cansada.

Cansada não apenas do trabalho duro, mas de uma rotina que parece não deixar espaço para sonhos, estudos, descanso e convivência.

Cada vez mais jovens ingressam no mercado de trabalho e se deparam com uma realidade brutal: trabalhar seis dias para descansar apenas um.

A chamada escala 6x1, tão presente no comércio, nos serviços, nos supermercados, nos aplicativos, na segurança e em tantos outros setores, tem impactado diretamente a vida de milhares de trabalhadores e trabalhadoras, especialmente os mais jovens.

E é justamente essa geração que começa a fazer a pergunta mais importante do nosso tempo: isso é vida?

Como educador, vejo diariamente jovens que saem da escola e entram em jornadas exaustivas, muitas vezes sem tempo para continuar os estudos, construir um projeto de vida ou mesmo cuidar da própria saúde mental.

Não estamos falando apenas de trabalho.

Estamos falando de futuro.

Estamos falando de juventudes que querem estudar, cursar uma universidade, prestar concurso, empreender, participar da vida social e política, estar com suas famílias e amigos.

A redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 não são pautas distantes da juventude.

Pelo contrário.

São temas centrais para pensar o presente e o amanhã de uma geração inteira.

Quem trabalha seis dias e descansa apenas um dificilmente consegue manter uma rotina saudável de estudos, lazer e desenvolvimento pessoal.

O resultado aparece em forma de cansaço extremo, ansiedade, adoecimento e sensação de que a vida está passando rápido demais.

Por isso, movimentos como o Vida Além do Trabalho (VAT) têm ganhado força.

A mensagem é simples, humana e urgente: a vida precisa existir para além do trabalho.

Essa discussão precisa chegar às escolas, às universidades, aos sindicatos, aos movimentos sociais e às famílias.

Precisamos ensinar nossos jovens que lutar por melhores condições de trabalho não é preguiça.

·      É consciência de direitos.

·      É defesa da dignidade.

·      É compromisso com uma sociedade mais justa.

    O debate sobre a jornada de trabalho é também um debate sobre educação, saúde mental, direitos sociais e projeto de país.

    Uma juventude sem tempo para viver é uma juventude com seus sonhos limitados.

    E nenhum país se desenvolve negando tempo, dignidade e esperança aos seus jovens.

    Por isso, falar sobre o fim da escala 6x1 é falar sobre justiça social.

    É falar sobre o direito de trabalhar sem abrir mão da vida.

    A juventude não quer apenas sobreviver.

A juventude quer vive