quarta-feira, 19 de outubro de 2011

REUNIAO SIND-UTE/MG - ALEMG - GOVERNO


Ir para página inicialBelo Horizonte, 19 de outubro de 2011.

OF.CIR. SEDE CENTRAL/SEC- 064/2011.

Companheiros (as),

A reunião com a Secretaria de Estado da Educação aconteceu hoje, dia 19/10, de 10h às 19h30min.

O objetivo desta reunião foi discutir as situações funcionais da categoria em função da greve.

Participaram da reunião a Secretária de Estado da Educação Ana Lúcia Gazzola e Antônio Noronha, Subsecretário de Gestão de Recursos Humanos.

ACOMPANHE OS PONTOS DISCUTIDOS E ENCAMINHAMENTOS:

1) Prêmio por produtividade

O sindicato novamente questionou a data para pagamento do prêmio de produtividade. O governo permanece sem data definida para o seu pagamento com a justificativa de dificuldades financeiras.

2) Salário

No que se refere ao salário, o salário pago no mês de novembro será sem qualquer desconto.

O sindicato novamente reivindicou a manutenção dos salários sem nenhum corte.  

Argumentamos a questão humana, de sobrevivência, que o servidor utiliza parte do salário para se deslocar para o trabalho, a insegurança quanto a data de pagamento do prêmio por produtividade (cuja expectativa de recebimento era setembro), a negativa de atendimento do IPSEMG. Mas a posição do governo se manteve a mesma. No início do mês de dezembro haverá o pagamento, com o desconto de metade das faltas de setembro, mas também será feito o pagamento das reposições realizadas em outubro. O mesmo ocorrerá em janeiro.

3) Questões funcionais

Foram acertados os seguintes pontos:

I) o imediato desligamento dos substitutos contratados durante a greve;

II) o designado que aderiu à greve concorrerá a nova designação sem qualquer restrição por ter participado do movimento;

III) As faltas greve não poderão ser transformadas em falta comum;

IV) o valor do pagamento da falta greve  já descontada considerará o fim de semana (descanso semanal remunerado) fazendo com que o mesmo valor descontado seja reposto;

V) o 13º salário será pago integralmente, não sendo feita nenhuma proporção de pagamento em função da falta greve;

V) a falta greve não poderá ser considerada para a avaliação de desempenho mesmo que, até 30/11, não tenha sido concluída a reposição;

VI) a existência de falta greve, mesmo não reposta, não impedirá o início do processo de aposentadoria do servidor desde que tenha cumprido os requisitos para pedi-la, portanto não poderá haver retenção de pedido de afastamento cuja justificativa seja a participação do servidor na greve;

VII) o servidor que aguardou a orientação do sindicato para iniciar o processo de reposição terá o direito de realizá-la (exceto o período já reposto), mesmo que o calendário já tenha sido feito.

Os colegiados escolares são responsáveis por realizar as adaptações necessárias para garantir este direito.

Há diversas situações em que o servidor não conseguirá realizar a reposição. Para estes casos específicos conseguimos a anistia dos efeitos das faltas greve na vida funcional mesmo sem reposição. As situações são as seguintes:

a)    Afastamento legal do servidor durante o período de reposição (licença maternidade, médica, férias-prêmio e quaisquer outros afastamentos previstos legalmente);

b)   O servidor não consegue repor por ter dois cargos em escolas diferentes e o horário de reposição é simultâneo devendo,quando houver simultaneidade, fazer a opção pela reposição em um dos cargos;

c)    Impossibilidade de reposição devido a remoção ou mudança de lotação do servidor;

d)   Servidor cujo contrato de designação se encerrou durante a greve, ou antes, de completada a reposição;

e)     Aula já reposta através de substituição.

O direito de férias-prêmio teve pouca modificação. A Secretaria admite discutir a situação dos servidores que estão próximos da aposentadoria e, se não usufruírem deste direito em 2011, não terão outra possibilidade. Para isso as Superintendências Regionais de Ensino serão orientadas a realizar este levantamento. Todas as publicações já feitas estão sendo respeitadas, mesmo que o servidor tenha falta greve. Mas nas demais situações não conseguimos avançar. Avaliamos com a SEE que, diante desta postura, haverá um novo "represamento" deste direito em 2012 e conseguimos o compromisso de discutir a alteração do percentual de 20% para o próximo ano.

Não há nenhuma orientação de impedimento para os servidores em ajustamento funcional e quadro administrativo das escolas realizarem a reposição.

Em relação à reposição dos servidores das Superintendências Regionais de Ensino, a Secretaria analisará a situação com as Superintendentes. O sindicato argumentou que é possível repor e que não pode haver tratamento diferenciado na categoria. Aguardamos retorno da Secretaria.

Quanto à dispensa de designado, que aguardou a orientação do sindicato para iniciar a reposição, não houve orientação da SEE para realizar esta dispensa. O Sindicato apresentará cada situação para a solução do caso concreto. Mesma orientação é para as situações em que ocorreram dispensas de extensão de jornada, que também não teve orientação da SEE.

No que se refere ao lançamento da falta comum relativa a  reposição realizada antes do dia 24/10, esta falta será revertida em falta greve possibilitando a sua reposição, uma vez que o servidor aguardou orientação do sindicato.

O IPSEMG se recusa a realizar internação, consultas, exames e demais procedimentos médicos pelo fato do servidor ter sofrido o corte do salário das faltas greve. O sindicato solicitou rápida solução com o imediato reestabelecimento do atendimento. Na reunião que será realizada no dia 24/10, o Governo dará retorno sobre esta demanda.

Todas as questões acertadas serão publicadas através de orientações e Resoluções até sexta-feira, dia 21/10. Os casos omissos serão encaminhados e discutidos pelo Sind-UTE MG junto a Secretaria de Estado da Educação.  Caso haja procedimentos diferentes do que foi discutido com a Secretaria, solicitamos que as subsedes encaminhem imediatamente o relato da situação para através do e-mail sindute@sindutemg.org.br.

Diante do resultado desta reunião e de acordo com a decisão do Comando Estadual de Greve, a orientação do Sind-UTE/MG é para a categoria iniciar o processo de reposição.


O que não conseguimos reverter, discutiremos no Comando Estadual de Greve. A reunião do comando será realizada no dia 29/10 para discutirmos novas estratégias.


Atenciosamente,
BEATRIZ DA SILVA CERQUEIRA
COORDENADORA GERAL DO SIND-UTE/MG

R. Ipiranga, 80 - Floresta - Belo Horizonte - MG - Tel: (03l) 348l.2020 - FAX (03l) 348l.2449 - CEP: 3l.0l5-l80
CGC: 65l39743/000l. 92 - Inscrição Estadual: Isento 

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

INSCRIÇÃO DO CONCURSO - SEE/MG

Segue o link para inscrição no Concurso Público da Secretaria de Estado da Educação.
Há vagas para vários níveis e cargos.
Consulte o link:
http://www.concursosfcc.com.br/concursos/spgmg110/index.html ou

https://www1.concursosfcc.com.br/concursos/jsp/inscricao/spgmg110/index.html

ASSESSOR DO LUIZ HUMBERTO OFENDE PROFESSORES E SERVENTES DE PEDREIRO

ASSEMBLEIA ESTADUAL - SIND-UTE/MG - 27/09/2011


Sind-UTE/MG recorreu ao Supremo Tribunal Federal para defender o direito de greve da categoria


Sind-UTE/MG recorreu ao Supremo Tribunal Federal para defender o direito de greve da categoria
Nessa terça-feira (20/09), o Sind-UTE/MG protocolou, no Supremo Tribunal Federal, uma Reclamação. O objetivo da medida é suspender o trâmite da ação civil pública proposta pelo Ministério Público e as medidas coercitivas anunciadas pelo Governo do Estado.
Outra medida já em andamento, pelo Sind-UTE/MG, é a denúncia do Governo do Estado junto à Organização Internacional do Trabalho (OIT), pedindo a condenação do Estado pelas violações praticadas e a suspensão de todas as penalidades adotadas pelo Governo. Os petroleiros, que realizaram uma greve em 1995 sofreram várias medidas de repressão ao movimento e o Governo Federal foi condenado e obrigado a suspender todas as medidas coercitivas.
Além disso, a Secretaria de Estado da Educação, por meio da Resolução 1.936/11, informou que a greve foi declarada ilegal. Esta informação não procede. Não houve julgamento de legalidade da greve. Nossa greve é legal.
Se permitirmos essa ação de coerção junto aos designados, esse setor ficará fragilizado e o que dificultará a sua participação em futuras mobilizações. O momento é de resistência para conquistarmos o Piso Salarial Profissional Nacional.
Tomamos todas as medidas possíveis (notificação individual, recurso da decisão do Desembargador, Mandado de Segurança no TJMG e Reclamação no STF) para fortalecermos ainda mais a nossa greve e garantir o direito de greve da categoria.

Sind-UTE/MG informa número de recurso protocolado no Tribunal de Justiça


Sind-UTE/MG informa número de recurso protocolado no Tribunal de Justiça

Ao contrário do que foi divulgado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) reafirma que protocolou recurso junto ao Tribunal na segunda-feira (19/09) sobre a decisão do Desembargador Roney Oliveira no tocante à multa diária imposta ao Sindicato em função da greve da categoria. Ou seja, o Sindicato solicitou uma modificação da decisão expedida pelo Desembargador.
 A veracidade dos fatos pode ser constatada mediante consulta pelo protocolo do recurso apresentado pelo Sindicato, sob nº 0000616660200115.
 
Além disso, o Sind-UTE/MG reiterou no TJMG, nessa terça-feira (20/09), o recurso apresentado no dia anterior, o que pode ser comprovado por meio do protocolo nº 0000621528200117.
Até o momento, o Desembargador Roney Oliveira ainda não se pronunciou sobre o assunto.
 
Entenda o caso
Desde o início da paralisação, o Sind-UTE/MG ajuizou várias medidas judiciais e administrativas perante o TJMG para que os direitos dos servidores e dos estudantes fossem garantidos. A principal delas, no dia 05.07.2011 (quando a greve só contava com vinte e sete dias), foi uma medida Cautelar nº 0419629-72.2011.8.13.0000 que pleiteava liminar para sustar o corte do ponto dos grevistas, além da convocação urgente do Estado para audiência de conciliação nos moldes do art. 764, § 3º, CLT.
No entanto, em 08.07.2011, o Desembargador Roney Oliveira optou por indeferir esse pedido, sob o argumento de que não haveria urgência. O Sind-UTE/MG apresentou, novamente, em 15.07.2011, pedido de reconsideração, reiterando a urgência e insistindo na apreciação do pedido de audiência de conciliação. Entretanto, o Relator Des. Roney Oliveira, sob o argumento de estarem afastados a urgência e o perigo, indeferiu a reconsideração em 28.07.2011.
Apesar de avaliar que a decisão do Desembargador não respeita a categoria e não traz a paz e a justiça que se esperava. Se desejasse realmente o restabelecimento da confiança mútua e a manutenção do diálogo entre as partes envolvidas, desde 05/07 que o Tribunal de Justiça deveria ter inaugurado audiência de conciliação para se evitar o ponto de tensão observado.
A direção do Sind-UTE/MG aguarda uma decisão do TJ e acredita que a justiça e o bom senso prevalecerão em Minas Gerais. Os trabalhadores em educação estão em greve desde 08 de junho e reivindicam a implantação do Piso Salarial Profissional Nacional, prevista na Lei Federal 11.738/08.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

NOTA DE ESCLARECIMENTO DO SIND-UTE/MG SOBRE A ILEGALIDADE DA GREVE 2011


Nota de Esclarecimento
Na tarde dessa sexta-feira, 16 de setembro, o Sind-UTE/MG foi notificado da decisão do Desembargador, Roney Oliveira, na Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais.
O Desembargador concedeu parcialmente a tutela antecipada determinando a suspensão do movimento grevista, coordenado pelo Sind-UTE/MG, com o imediato retorno dos grevistas às suas atividades laborais, sob pena de multa gradativa de R$ 20.000,00 pelo primeiro dia de continuidade do movimento (19/09), de R$ 30.000,00 pelo segundo dia (20/09); R$ 40.000,00 pelo terceiro dia (21/09) e R$ 50.000,00 pelos dias subseqüentes, limitado o montante da pena a R$ 600.000,00.
Diante desta decisão, o Sind-UTE/ MG faz os
seguintes esclarecimentos:
1) A greve não foi julgada ilegal. A decisão do Desembargador é pelo retorno imediato, não havendo pronunciamento sobre a legalidade do movimento.
2) De acordo com o Desembargador, "a extensa duração do movimento grevista traz grave prejuízo aos alunos da rede pública, às voltas com a iminente e possível perda do ano letivo, o que tipifica o movimento como abusivo, na forma do art. 14, da Lei 7.783/89." A decisão do Desembargador teve como fundamento a duração do movimento. No entanto, no dia 05 de julho, o Sind-UTE/MG ajuizou a Medida Cautelar N°. 0419629-72.2011.8.13.0000, cujo relator também é o Desembargador Roney Oliveira.Nesta Medida Cautelar, salientamos a competência e a função judicial do Tribunal de Justiça, equiparado à do Tribunal Regional do Trabalho, para intermediar a solução do movimento de greve. Nesta ação, pedimos que o Tribunal de Justiça convocasse as partes (Sind-UTE/MG e Governo do Estado) para uma audiência de conciliação. Isto quer dizer que há 70 dias o Sindicato recorreu ao Tribunal de Justiça para evitar prolongamento da greve diante do impasse com o Governo do Estado. Mas, diferente da atuação na Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público, não houve decisão ao pedido feito pelo Sind-UTE/MG.
3) O Sind-UTE/MG recorrerá desta decisão, que é provisória, e apresentará nesta segunda-feira, dia 19/09, uma Reclamação junto ao Supremo Tribunal Federal, visto que além de desconsiderar a Lei Federal 11.738/08, desconsidera também a Lei Federal 7.783/89 que regula o direito de greve.
4) A greve, conforme decisão da categoria em assembleia realizada no dia 15 de setembro, continua por tempo indeterminado e não será suspensa em função desta decisão judicial.
5) Lamentamos o papel exercido pelo Ministério Público Estadual que se omitiu em relação à contratação de pessoas sem formação para atuar nas salas de aula, em relação ao não investimento em educação, por parte do Governo do Estado, do mínimo previsto na Constituição Federal. Ele não zelou pelo cumprimento de uma lei federal no Estado de Minas Gerais e se posicionou claramente a favor do Governo do Estado.

domingo, 4 de setembro de 2011

A transformação dos recursos de Minas em riqueza para todos os mineiros


A transformação dos recursos de Minas
em riqueza para todos os mineiros

Minas e as origens da nossa enorme exploração

Se no período em que o Brasil era colônia portuguesa as descobertas do ouro provocaram disputas acirradas entre paulistas e os “forasteiros” no que foi chamada de “A Guerra dos Emboabas” (um conflito pelo controle da exploração desta riqueza mineral e da carne negociada no que veio a ser denominada, posteriormente, Capitania das Minas Gerais), foi somente no período do Império, especialmente após a proclamação da Independência, que iniciamos a construção de uma identidade própria e com base na diversidade.

Com a expulsão, principalmente para o centro-oeste, os paulistas que sobreviveram àquele confronto foram à busca das riquezas minerais em outras paragens, mas deixaram para trás muitos dos traços da forma de acumulação da época: escravidão, seja de índios e índias, seja de negros e negras, e o desprezo pelo povo e pela cultura que se formava.

Hoje, um dos 27 estados federativos do Brasil pós-República, Minas Gerais é o segundo mais populoso, tem quase 20 milhões de habitantes, o quarto maior território, com mais de 586,5 mil Km2 de extensão e o terceiro maior Produto Interno Bruto (PIB), apesar de ser o segundo em arrecadação de ICMS. Com 853 municípios, organizados em 12 regiões, que por sua vez se subdividem em 66 micro-regiões, tem uma enorme malha rodoviária e grandes bacias hidrográficas.

Um estado que continua produzindo uma imensa riqueza mineral, em grande parte semi-elaborada ou apenas como toneladas de minério mesmo, mas que acrescentou à sua estrutura econômica desde produtos siderúrgicos até autopeças, veículos e itens de alta tecnologia, ao lado da continuidade da produção e comercialização agrícola, de alimentos e pecuária de leite e de corte, em grandes e concentradas extensões territoriais, com níveis diversos de agregação de valor.

Desta forma, Minas Gerais, no último período republicano, viu sua população crescer em grandes concentrações urbanas, mas sem um projeto de desenvolvimento econômico e social que alterasse substancialmente suas bases originais. Serviu-se das proximidades de outros estados e de sua infra-estrutura de transporte para realizar algumas expansões produtivas regionais, mas, no todo, não encontrou caminhos alternativos para um crescimento da atividade produtiva industrial e de serviços que imprimisse um alto valor agregado à capacidade produtiva dos mineiros e transformasse o estado em uma locomotiva pujante da economia nacional.

Infelizmente, mesmo estando próximos a uma imensa quantidade de riqueza mineral e de terras agricultáveis, os mineiros continuaram a reboque do desenvolvimento dos paulistas e dos fluminenses, após a chegada da corte portuguesa ao Rio de Janeiro.

Enfim, Minas Gerais é, ainda hoje, a continuidade histórica de uma exploração de origem escravista, que ainda retira e envia os recursos naturais aqui encontrados para fora do estado ou do País, sem que se transforme a maior parte desta riqueza em produtos de maior valor agregado. Ou seja, com a prevalência de uma cultura extrativista, os governantes mineiros não garantiram a construção de uma extensa cadeia produtiva, com uma gama de empregos qualificados e uma efetiva distribuição de renda a esta enorme parcela da população brasileira.

A concentração da propriedade e das riquezas aqui encontradas, acentuada pelo conservadorismo cultural e político das nossas elites e, por consequente, dos nossos dirigentes governamentais, até então, não imprimiram alterações profundas na nossa organização econômica e social e fizeram perpetuar por todo o período republicano as grandes diferenças originadas ainda no período colonial.

Uma mudança de rumo nesta prosa

Um marco do que poderia ser a virada para uma emancipação real para instalar as bases de uma nova base produtiva e, por conseguinte, de um novo processo de integração social, seria a ampliação da educação pública de qualidade em todos os níveis. Com ela o Estado de MG ofereceria novas condições para um crescimento econômico com base em agregação de valor, atraindo novos setores produtivos e permitindo o florescimento de uma base cultural mais transformadora e com capacidade de elaboração e modernização.

Contudo, os atuais governantes mineiros, em continuidade ao conservadorismo e perpetuação do provincianismo dependente das nossas elites, sob a égide da redução do papel do Estado, colocam-se no sentido oposto. Ao invés de promover a valorização e qualificação da educação pública, obrigam os professores das escolas estaduais e o conjunto dos trabalhadores no serviço público mineiro a uma árdua luta pelo reconhecimento de seu papel como agentes necessários para uma estimulação do crescimento econômico e expansão da cidadania em novas bases.

Os trabalhadores no serviço público em MG são cotidianamente agredidos e desvalorizados, quando não apenas transformados em serviçais dos políticos de plantão, sejam eles oriundos dos quadros de uma elite conservadora mineira, sejam “importados” como “forasteiros” que colaboram com o projeto de disputa presidencial do senador Aécio Neves.

Em Minas, em continuidade ao “bom mocismo” e irresponsabilidade do Aecismo, prevalece a política neoliberal do Estado Mínimo de Anastasia e a desvalorização dos professores, do ensino e até da pesquisa pública. Pois até o caráter público das nossas entidades de pesquisa está sendo destruído, como acontece com o Centro Tecnológico de MG (CETEC-MG), que está sendo inteiramente transferido por meio de um convênio escuso para o controle do sistema Senai/Fiemg, inclusive de seu qualificado corpo de funcionários, de seu arquivo de patentes e dos interesses da própria pesquisa a ser desenvolvida.

Se na pesquisa e na educação em Minas, o sistema de ensino privado cresce porque encontra ampla base para o enfraquecimento do sistema público, na saúde não é diferente.

Os trabalhadores públicos da saúde em nosso estado também tentam defender, garantir e ampliar a cobertura e a qualidade do Sistema Único de Saúde (SUS), mas sofrem um abalo cotidiano com o enfraquecimento da cobertura da saúde pública de MG. Seja com a estimulação por parte do governo estadual e dos governos municipais das parcerias público-privadas, seja com as terceirizações, seja com a construção de estruturas fundacionais privadas com um pretenso caráter público e, por conseguinte, com o enorme crescimento da força econômica dos convênios médicos privados e dos próprios planos privados de “assistência à saúde”. Um problema crônico para a saúde pública, que se estende pelo nível federal e que penetra até mesmo a atividade sindical, seja do setor público, seja do setor produtivo privado, na medida em que todos buscam a cara e nada eficiente “solução dos planos de saúde”.

Nos setores de arrecadação e fiscalização de tributos, de águas e saneamento, elétrico, telecomunicações, de infra-estrutura e de transporte urbano, além de sofrerem uma intervenção cotidiana para uma gestão voltada aos interesses estritamente privados, os trabalhadores do serviço público de MG, em muitos casos, ainda se deparam com o uso de parte dos cargos de direção de empresas associadas às autarquias estaduais para dar guarita aos apadrinhados do Aecismo não eleitos em outros estados.

Ou seja, mesmo com toda dificuldade para prestar um serviço efetivamente público, por estarem carregando diversos setores privados associados, os trabalhadores públicos estaduais lutam para defender seus salários, suas carreiras e o caráter público de suas atividades. Uma luta diária e heroica pela defesa do interesse da maioria em um mar de interesses privados. É como se fossem alguns poucos sobreviventes desnutridos que sofrem o constante assédio dos carniceiros, sejam pelo chão ou sobrevoando o território, aguardando apenas a transferência de obrigações do Estado, de forma direta ou indireta, para a iniciativa privada. E o Estado Mínimo do Anastasia (EMA) contribui sistemática e cotidianamente para a consolidação de espaços para mais esta pilhagem nas Minas Gerais.

E as lutas dos trabalhadores dos setores produtivo e financeiro privados?

Se as lutas do funcionalismo público estadual têm esta centralidade em Minas, por enfrentar diretamente o assédio privado sobre os recursos e o papel públicos do Estado, não podemos prescindir da luta dos trabalhadores dos setores produtivo e financeiro privados. Seja para recuperar a abrangência social mais ampla na prestação de serviços públicos por parte do Estado, seja para promover a efetiva distribuição das riquezas produzidas por estes trabalhadores e tomadas como lucro, em larga escala, pelos empresários, gestores e banqueiros privados.

Lucros que se configuram também a partir do enorme endividamento público do Estado de MG. Uma dívida que totaliza mais de 70 bilhões de reais, sendo de mais de 62 bilhões com a União, de mais de 5 bilhões com a Cemig e de mais de 3 bilhões com instituições internacionais. Um endividamento do Estado que não retorna em financiamento para a ampliação dos serviços públicos para a população – a construção do Centro Administrativo que o diga –, mas que pode remunerar os investimentos feitos por alguns empresários e bancos e retornar para o próprio setor privado como concessão para a exploração de parte ou totalidade das atividades públicas que lhes interessem.

Ou seja, a luta pela retomada de parte destes lucros auferidos por empresários, gestores e banqueiros precisa ser de todos os trabalhadores, sejam eles do setor público, sejam dos setores produtivo ou financeiro privados. Neste sentido, as lutas das categorias privadas precisam encontrar elos e sintonia, seja para recuperar parte destes lucros como ganhos reais de salários e participação em lucros e resultados, seja para incidir sobre as políticas públicas de forma a retomar sua efetividade e eficiência para uma maioria social.

Para fazer frente à envergadura desta luta e ao potencial desta conquista, as categorias profissionais necessitam ampliar o espectro de seus enfrentamentos e absorver a luta pela ampliação dos direitos sociais, além de construir uma forte estrutura de organização sindical por local de trabalho. Para isto é preciso que a CUT-MG retome seu papel de principal organizadora dos movimentos sociais e empreenda um maior esforço para recolocar a luta dos trabalhadores em um contexto mais amplo, de forma a superar o padrão estritamente salarial de boa parte das lutas recentes.
A luta pela terra, pela recuperação de direitos e pela superação das consequências da escravidão de índios, negros e negras.

Como parte inerente da recuperação de direitos está a luta dos trabalhadores rurais e urbanos pela terra e moradia, seja para retomar espaços de moradia usurpados pela concentração de riquezas, seja para permitir a ampliação da produção agrícola de base familiar, enormemente responsável pelo abastecimento alimentar das cidades brasileiras.

Implementar uma unidade efetiva entre a luta dos trabalhadores da cidade e do campo pela reforma agrária e pela ampliação do crédito agrícola para a agricultura familiar é essencial para ampliar a luta social e classista em MG.  

Ainda vinculados a estes direitos estão os trabalhadores atingidos por barragens, os que buscam as regularizações de terras pertencentes a quilombolas e a legalização de reservas indígenas. Em um estado como o de Minas Gerais, em que as elites excluíram e disseminaram a extinção de culturas e povos para facilitar sua exploração ou até sua escravização, sempre sob a perspectiva de defesa de interesse do desenvolvimento, esta é mais que uma questão de justiça social. Trata-se antes de uma recuperação de direitos usurpados ao longo de décadas ou até séculos.

Neste quadro encontram-se também as necessidades de superação das consequências da escravidão negra. É urgente a implementação de políticas afirmativas de Combate ao Racismo seja na sociedade, por meio de cotas em concursos, seja nas próprias entidades sindicais, assegurando a obrigatoriedade de uma presença mínima de afrodescendentes nas direções da CUT e das entidades filiadas, bem como em seus quadros funcionais, em percentuais configurados estatutariamente.

Um ambiente por inteiro

Se a questão do meio-ambiente é tratada de forma oportunista pelos setores empresariais e políticos conservadores, os trabalhadores e trabalhadoras, independentemente da raça, do local em que trabalhem e do setor econômico em que estejam inseridos, não podem cair nesta armadilha. A construção de uma economia ambientalmente saudável é uma questão de garantia de qualidade de vida para as gerações que veem por aí, principalmente para evitar o nível de depredação capitalista da natureza na busca do lucro incessante.

Achei este parágrafo acima confuso.


Para combater de forma completa a pilhagem capitalista os trabalhadores precisam incorporar entre seus valores de classe a questão ambiental. Precisamos empreender por meio de nossas entidades sindicais, inclusive a CUT-MG, mecanismos para uma educação participativa e de defesa da auto-sustentação ambiental de todo e qualquer projeto econômico e social.

Para a CUT-MG o ambiente de trabalho e o meio-ambiente natural têm que compor um conjunto indissociável, que precisa ser visto, pensado e tratado de forma integrada. E os trabalhadores têm que estar na linha de frente também neste enfrentamento com os capitalistas e sua irresponsabilidade social. 
  
A CUT-MG e a crise de sua direção

Diante de todas estas questões, uma condição é líquida e certa: a CUT-MG não pode ficar refém das disputas institucionais, por mais que tenham enorme peso estratégico. Ainda mais em um estado em que o Estado Mínimo do Anastasia opera com tanta desenvoltura, com o objetivo principal de calçar as perspectivas de gestão do possível candidato presidencial Aécio Neves.

A inoperância da maioria da direção da CUT-MG neste campo chegou a permitir adesão de uma das suas dirigentes executivas ao projeto de continuidade das elites conservadoras mineiras nas eleições de 2010, com o para apoio a Aécio Neves e Anastasia.

Uma direção executiva que tem problemas de diversas naturezas e que chegou a demitir a quase totalidade de seus funcionários por uma alegada perda de confiança. Uma decisão sem transparência e sem envolver o conjunto dos dirigentes, a ponto de haver um recurso para ser apreciado pela direção, mas esta não se reúne há muitos meses, nem mesmo para discutir tal questão. Não chega a ser muitos meses, mas sempre em espaços de tempo muito longos. Uma executiva que só no último mês definiu um calendário de reuniões e que só realiza a primeira delas no mesmo dia de início da 12ª. Plenária da CUT-MG. 

Desta forma, a ausência de diretrizes unificadoras das lutas desenvolvidas pelos trabalhadores em Minas Gerais, fez da maioria das campanhas salarias momentos de embates economicistas. As campanhas nacionais coordenadas pela CUT se configuraram mais como arremedos de unidade de classe, servindo apenas como propaganda de uma possibilidade do que uma real acumulação de forças para realizar o enfrentamento necessário com as elites conservadoras.

Prova disto é que os possíveis direitos dos trabalhadores em discussão no Congresso Nacional continuam sem perspectiva de aprovação. Afora algumas questões setoriais como o Piso Nacional dos Professores, não houve, até agora, pressão efetiva dos movimentos sociais para a obtenção das conquistas necessárias para fazer avançar os direitos da classe trabalhadora brasileira.  

Mas, sem dúvida, em Minas Gerais, o longo enfrentamento dos professores públicos é um grande momento da luta de todos os trabalhadores. Apesar das debilidades de direção da CUT-MG, a característica estratégica de defesa da educação pública, ao mesmo tempo em que o movimento busca assegurar o recebimento do Piso Nacional dos Professores permite que unifiquemos a resistência dos movimentos em geral à estratégia de Estado Mínimo de Anastasia.

Mas, contraditoriamente à ausência de uma executiva da CUT-MG que consiga responder como uma direção efetiva e unificadora, este é o momento de maior enfrentamento de classe no período recente da história dos trabalhadores mineiros. Vale ressaltar que a direção do movimento tem sido empreendida pelo Sind-UTE, com o apoio de alguns grandes sindicatos e de diversas entidades do movimento social, desde atingidos por barragens até pós-graduandos, passando por estudantes dos três níveis de escolaridade. Trata-se, portanto, de um momento ímpar para nossa classe que não pode prescindir do papel necessariamente unificador da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais.

Rumo à unificação das lutas. Fora Anastasia!


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

MAIS UMA VEZ: VEJA MENTE


Imagens da Veja não são do hotel.
Aumenta o detrito na maré baixa


O amigo navegante Luis Claudio envia notícia do Brasil 247:

Imagens divulgadas por Veja não foram feitas por câmeras do Hotel Naoum
“Essa possibilidade já está descartada”, diz gerente-geral Rogério Tonatto


Evam Sena_247 em Brasília – O Hotel Naoum já descarta que as imagens divulgadas por Veja do ex-ministro José Dirceu e políticos nos corredores do estabelecimento tenham sido capturadas pelas câmeras internas e vazadas por algum funcionário. A Polícia Civil do Distrito Federal iniciou perícia para saber se as fotos foram resultado de grampo de imagem feito pela revista ou por terceiros.


“A possibilidade de as imagens terem saído de nossas câmeras está descartada. Está muito evidente que não foram captadas por nós. As imagens divulgadas são bem diferentes do nosso padrão”, disse ao Brasil247, o gerente-geral do Hotel Naoum, Rogério Tonatto.


Ele afirma que o enquadramento das imagens publicadas é diferente das capturadas pelas câmeras internas e que as imagens do hotel são coloridas, ao contrário das divulgadas.


Segundo Tonatto, o circuito interno não conseguiu capturar imagens de instalação de grampo. “Não estamos conseguindo enxergar isso”, disse. Ainda de acordo com ele, a Polícia Civil trabalha na busca de provas de instalação de uma câmera no corredor. O hotel vai esperar a perícia para decidir se aciona a Polícia Federal.


Reportagem da Veja deste fim de semana mostra o ex-ministro José Dirceu, senadores, deputados, o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, e o ministro de Desenvolvimento Econômico, Fernando Pimentel, nos corredores do Hotel Naoum, em momentos diferentes. Dias antes da publicação, José afirmou por meio de seu blog que o repórter Gustavo Ribeiro tentou invadir seu quarto no hotel, depois de ficar dias hospedado em uma suíte ao lado da do petista.


Na reportagem, Veja afirma que Dirceu ainda é ativo nas articulações do PT e o acusa de conspirar contra o governo da presidente Dilma Rousseff. A revista nega que o repórter tenha tentado invadir o quarto do ex-ministro.

 

Fonte:  http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/08/29/imagens-da-veja-nao-sao-do-hotel-aumenta-o-detrito-na-mare-baixa/

domingo, 28 de agosto de 2011

ESTUDE PARA O CONCURSO PÚBLICO

ESTUDE PARA O CONCURSO DA SEE/MG - 2010/2011

OLÁ PESSOAL, RESOLVI COLOCAR ESSES ARQUIVOS EM FORMATO DE ÁUDIO/MP3.
ELES PODEM SER TRANSFERIDOS (DOWNLOAD) PARA SEU COMPUTADOR OU CELULAR.

APROVEITEM E BONS ESTUDOS:

- Lei 18.975/2010 - Fixa a remuneração por subsídio.




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- Lei 15.293/2004 - Plano de Carreira da Educação/MG




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- Estatuto da Criança e do Adolescente






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- Lei 869/1952 - Estatuto dos Funcionários Públicos Civis de Minas Gerais.






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